A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos
Enviada em 15/06/2022
Durante a maior parte da história humana, o gênero masculino foi considerado como superior, forte e inabalável. Por culpa disso, hoje existe uma herança desse pensamento na forma de uma pressão social de se encaixar em uma certa imagem, advindo disso, existe um tabu acerca dos homens cuidarem de sua própria saúde, que os leva a desvaloriza-la até que seja tarde demais.
Primeiramente, evidencia-se a procura tardia de tratamento como um dos agravantes do problema. Dados do Programa Nacional de Saúde revelam que em 2019, enquanto 82% das mulheres foram ao médico, esse número decai para 70% quando comparado ao gênero oposto, esses números evidenciam que o homem só procura o serviço de saúde quando a situação se agrava a nível de urgência ou emergência.
Ademais, é importante destacar a falta de incentivo paterno como outra causa da problemática. Quando na infância, meninos e meninas vão ao pediatra porém ao chegar à adolescência, enquanto as meninas passam a ser acompanhadas por um ginecologista, os meninos deixam de receber acompanhamento profissional. Portanto, é claro que a falta do incentivo dos pais coopera com a problemática.
Em suma, em virtude dos argumentos apresentados, medidas são necessárias para resolver o problema. Nesse viés, cabe ao Ministério da Saúde -responsável por dispor condições para a proteção da saúde- incentivar homens entre as idades de 30 e 50 que não fizeram um checkup nos últimos anos a fazê-lo, por meio da oferta da isenção de pagamentos. Ademais, cabe aos pediatras conversarem com os pais de seus clientes sobre a importância de frequentar ginecologistas após o fim da fase jovem, independente do gênero. Assim, por meio dessas medidas, será possível criar um Brasil mais saudável, no qual a saúde dos homens é valorizada e doenças são tratadas o mais cedo possível.