A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos
Enviada em 16/06/2022
De acordo com a socióloga Débora Machado, o patriarcalismo interfere fortemente em uma sociedade, onde homens tem que ser “homens”. De maneira análoga a isso, percebe-se essas interferências em relação aos cuidados masculinos, como ir ao hospital se cuidar, necessitando uma reavalição do que é ser homem e a importância de tais cuidados. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: A insuficiência legislativa e a falta de debates sobre o assunto.
Primeiramente, é essencial destacar que a insuficiência legislativa deriva da ineficácia do poder público, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Conforme uma pesquisa de dados do Jornal da USP (Universidade de São Paulo), homens entre 18 e 35 anos são os que menos frequentam as clínicas de saúde. Desse modo, a não interverção estatal, com apoio e como procurar ajuda, prejudica a saúde dos homens, no que diz respeitos a cuidados e prevenções de doenças que podem ser diagnósticas antecipadamente.
Ademais, é notória a falta de debates sobre o assunto como outro desafio da problemática. Consoante a isso, como citado pelo filósofo Paulo Freire, “Ninguém liberta a ninguém, as pessoas libertam-se em comunhão. Por conseguinte, a ausência de conversas em grupo sobre atenuar o tabu de homens irem ao hospital se cuidar, agrava a situação de indivíduos do sexo masculino que precisam de tais cuidados, como um exame de preveção.
Portanto, é necessário a atuação estatal e social, para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC), será revertido em campanhas e palestras nas escolas, com professores capacitados para falar sobre o assunto, desconstruindo tabus acerca da masculinidade, com a finalidade de diminuir o tabu em médio e longo prazo.