A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos
Enviada em 12/07/2022
Exageros à parte,é fato a conscientização popular sobre a importância da criação de hábitos saudáveis,como a prática de atividade física,alimentação balanceada e check ups médicos anuais, por exemplo. Porém,no que se refere ao público mascu-lino,embora os mais jovens apresentem menor resistência a esses cuidados,os mais velhos entretanto,movidos por preconceitos com origens históricas e socio-
culturais,relegam cuidados básicos que acabam por comprometer sua saúde.
O escritor francês Jacques Bossuet alertou para o fato que “a saúde depende mais das precauções do que dos médicos”,e no atual cenário brasileiro, observa-se que os cidadãos, voluntariamente, abrem mão de suas garantias constitucionais,menos por dificuldade de acesso ao sistema de saúde ou por sua qualidade,e mais por razões preconceituosas radicadas em tabus e crenças que permeiam o imaginário do “sexo forte” ao longo da história, como: homem não chora.
Consequentemente, constata-se aumento do número de casos de hipertensão,
diabetes,infarto do miocárdio,câncer-principalmente o de próstata-,ou seja,de do-
enças que poderiam ser amenizadas com cuidados pessoais básicos,como visitas periódicas a médicos e nutricionistas,e sem preocupação com os julgamentos soci-
ais que,quando não devidamente combatidos, perpetuam-se de forma danosa por gerações.
Assim, União, Estados e Municípios, mediante Ministério e Secretarias de Saúde, devem intensificar as campanhas de atenção ao bem-estar masculino,por meio de palestras realizadas por equipes com variados especialistas,como cardiologistas, urologistas, nutricionistas, psicólogos e assitentes sociais,a fim de conscientizar esse público da necessidade da busca pelos serviços de saúde como prevenção de doenças e para que, conscientes de tal importância, não repassem, a seus filhos e
demais pessoas de seu convívio, aqueles antigos tabus e velhas crenças que fadam
à uma sobrevida ou mesmo, irremediavelmente, à morte.