A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos

Enviada em 31/07/2022

A preocupação do homem com o autocuidado é visto como elemento fragilizador para a masculinidade. Numa sociedade que foi idealizou os homens como protetores da família, inabaláveis, seja por doenças ou por sentimentos, ver algum deles preocupado em cuidar de si é percebido como um defeito. Esses esteriótipos geram uma falta de iniciativa da população masculina à procurar cuidados.

Esses esteriótipos são perceptíveis quando há a necessidade da criação de uma denominação para homens que cuidam da sua aparência, os metrossexuais. Pelo simples fato de se preocuparem com o autocuidado e sua apresentação pessoal, são constantemente associados aos homossexuais. Todavia, a metrossexualidade está ligada com a vaidade, não com a orientação sexual.

Além disso, a idealização dos homens como líderes, protetores e inabaláveis, gera uma expectativa exarcebada para sua contribuição na sociedade. Resultado dessa idealização inalcançável exemplifica-se na taxa de suicídio entre homens, que é 8 vezes maior que das mulheres no Brasil segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2019. Isso mostra a falta de incentivo à procura de cuidados psicológicos na população masculina.

Dessa forma, faz-se necessária a quebra de preconceitos e o aumento do incentivo aos cuidados masculinos. Campanhas veiculadas em horários nobres, patrocinadas pelo Governo, que incentivem a procura de cuidados psicológicos e médicos pelo público masculino são essenciais para o início dessa quebra de preconceitos. Ações mobilizadas pelas prefeituras, que ofereçam atendimentos médicos voltados para os homens, também são iniciativas que geram consciência na população para a introdução e normalização desses cuidados na rotina masculina.