A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos
Enviada em 24/10/2022
Desde o século XVI, com a chegada dos portugueses no Brasil, a sociedade europeia influenciou significativamente os padrões comportamentais masculinos através de ações paternalistas. Por conseguinte, nos dias atuais, grande parte da população masculina negligencia autocuidados para manter um “status” viril gerado pelos colonizadores, como também pela falta de orientações preventivas que visem exterminar tal mentalidade. Assim, é necessário desconstruir os pilares que fundamentam a falta de cuidados do homem.
Primordialmente, faz-se mister expor o habitualismo patriarcal como uma ferramenta coparticipante do tabu acerca dos cuidados masculinos. Sob essa premissa, o filósofo Adolfo Vásquez, em linhas gerais, afirma que o aumento da frequência de um determinado evento ocasiona, erroneamente, em sua naturalização. Dessa forma, um fenômeno patológico como a falta de zelo dos homens passa a ser tratado com normalidade e indiferença. Em vista disso, os homens brasileiros crescem com a ideia de que não há problema em ser indiligente com o corpo, o que pode gerar graves incorrências para a saúde. Dessarte, é indubitável que tal costume permaneça.
Outrossim, a falta de uma orientação previdente contra a padronização de costumes machistas é um agrave para a banalização do zelo masculino. Sob esse viés, Immanuel Kant garantiu que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Em contrapartida, o Brasil carece de ações indicativas que visem acabar com a visão errônea atual, restringindo o fator chave, de acordo com o filósofo iluminista, que zele pelo tento dos homens: a educação. Portanto é intransigente que essa lacuna permaneça.
Em suma, é indispensável acabar com o tabu acerca dos cuidados masculinos. Para que isso aconteça, é necessário que o governo, em parceria com a Secretaria de Educação, dissemine a quebra de costumes patriarcais em relação ao tento masculino. Isso pode ser feito com a adoção de palestras em ambientes de educação e lazer, como escolas e shoppings, para crianças, jovens e adultos do sexo masculino, com o fito de acabar com a desinformação e o machismo. Desse modo, será possível construir uma sociedade consciente e segura.