A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos
Enviada em 08/10/2022
A Constituição federal de 1988 determina, em seu 6°artigo, a saúde como um direito social. No entanto, há um tabu em relação aos cuidados masculinos, que precisa ser desconstruido. Nesse prisma, destacam-se como causa e consequência desse impasse, o receio dos homens de serem taxados como “femininos” e a morte precoce.
Nesse viés, é notório que há certo receio dos homens em serem julgados como “menos homens”. Nessa perspectiva, na Grécia Antiga as mulheres eram consideradas frágeis, por isso necessitavam de mais cuidados. Atualmente, ainda se tem essa percepção. Dessa forma, os homens invalidam a necessidade de autocuidados, por tal prática ser estereotipada como algo feminino desde a antiguidade. Logo, há a construção de um tabu acerca dos cuidados masculinos por receio do indivíduo em ser taxado como feminino.
Além disso, pode-se destacar a morte precoce como uma das consequências do problema. Sob esse contexto, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, 31% dos homens não fazem exames de rotina. Dessa maneira, por não buscarem serviços de saúde os homens morrem mais cedo em relação às mulheres - que são ensinadas a zelar pela própria saúde - por doenças que poderiam ser prevenidas com exames anuais, por exemplo. Sendo assim, fica claro que a ausência de precauções por parte dos indivíduos podem ocasionar óbito.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos. Consoante a isso, cabe à mídia - instrumento de ampla abrangência - desmistificar a ideia de que somente as mulheres necessitam de cuidados, por meio de debates televisivos com profissionais da área da saúde. Nesse sentido, a ação será realizada a fim de informar aos Indivíduos a importância da realização de exames de prevenção para uma vida mais longa e saudável, tanto para os homens quanto para as mulheres.