A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos

Enviada em 17/10/2022

A série-documentário “Novembro Azul”, relata que, apesar se arriscarem mais, serem mais propensos a problemas cardíacos e de ordem mental, uma grande parte dos homens seguem sem dar a devida importância aos cuidados com a própria saúde. Desde o medo de descobrir uma doença até a cultura presente no Brasil são fatores que contribuem para que muitos indivíduos do sexo masculino temam a realização de exames preventivos.

Nesse sentido, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 60% dos homens evitam procurar médicos por não se sentirem doentes. Assim, doenças como o câncer de próstata, segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, não possam ser identificadas de forma precoce, tendo como uma das consequências a menor expectativa de vida do homem brasileiro em relação a mulher brasileira (73,6 x 80,7 anos).

De mesmo modo, é igualmente necessário entender o papel da educação nessa questão. Como disse o filósofo iluminista francês Voltaire, “O homem é produto do meio onde vive, da sociedade e da educação”. Dessa forma, o preconceito e a cultura machista enraizada e perpetuada em parte da sociedade leva associações de que o homem, por não poder ou querer ser visto como um indivíduo frágil, deixe de se preocupar com o autocuidado.

Portanto, são necessárias ações de conscientização através de um trabalho conjunto entre o Estado, por meio do Ministério da Saúde, e a mídia. Tais medidas serão cumpridas por meio da distribuição de boletins informativos, anúncios na televisão, rádios e jornais, destacando não apenas a importância da realização de tais exames, como também instruções para realiza-los. Assim, a sociedade formará indivíduos mais conscientes, resultando em, no mínimo, uma atenuação desse problema.