A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos
Enviada em 09/11/2022
A Constituição federal de 1988 traz em seu texto o acesso à saúde como direito inerente a todo e qualquer cidadão brasileiro. Entretanto, quando se trata da saúde masculina há alguns pré-conceitos e banalizações que impedem a desconstrução dos tabus existentes.
Primeiramente, os pré-conceitos ter de ser o sexo forte, não ser estimulado a cuidar da própria saúde e sentir-se frágeis e menos homens quando realizam determinados exames são apenas alguns dos diversos existentes que elevam quadros e problemas de saúde. Historicamente, os homens foram ensinados a agir de acordo com padrões que repetidos interferem até hoje na vida dos mesmos, além desse fator a preocupação com outras coisas os fazem esquecer de se cuidarem, como disse o filósofo chinês Confúcio “O homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro; depois, usa o dinheiro para reconquistá-la”.
Além do mais, esses pensamentos permitem as banalizações de sintomas quando presentes no cotidiano dos homens que faz com que eles não recorram a ajuda profissional médica para uma melhor avaliação do caso. Isto é melhor demonstrado quando analisa-se a porcentagem da pesquisa do Ministério da Saúde que diz que 31% dos homens não fazem exames de rotina e a pesquisa do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) que aponta que 70% dos homens não constumam ir ao urologista.
Ademais, nota-se de forma clara a necessidade de implantação de melhorias para a área da saúde masculina. Logo, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com as mídias digitais, implementar campanhas midiáticas eficazes sobre a importância do cuidado com a saúde e ao corpo social que diminua a relevância dos tabus e da pressão social ao homem, para que assim ocorra uma maior e melhor estimulação do cuidado com a saúde e uma diminuição dos casos de doenças e mortes que poderiam ser evitadas com exames e consciência, para que possa entrar em conformidade e equilíbrio com o texto presente na Carta Magna brasileira.