A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos
Enviada em 20/03/2023
Enquanto no âmbito feminino há uma ‘‘cultura do autocuidado’’, no meio masculino, o cuidado é visto como fraqueza. Assim sendo, percebe-se a existência de uma masculinidade tóxica, a qual impede a desconstrução do tabu acerca dos cuidados masculinos. Logo, deve haver uma mudança de perspectiva, caso contrário a expectiativa de vida deles será sempre menor que a das mulheres.
A priori, de acordo com o escritor J.J. Bola, a masculinidade tóxica afeta a saúde física e mental dos homens. De maneira análoga a isso, desde crianças, os meninos são doutrinados por suas famílias a serem ‘‘imunes’’ às fragilidades. Nesse viés, por crescerem com esse ideal, negligenciam os cuidados com a saúde. Portanto, a masculinidade tóxica contribui para a manutenção do tabu acerca dos cuidados masculinos.
Outrossim, apesar de serem taxadas como sexo frágil, entre as mulheres, há maior incentivo para o autocuidado. Nessa perspectiva, de acordo com dados do Programa Nacional de Saúde (PNS), as mulheres representam a maior proporção de pacientes em comparação aos homens. Não é por coincidência que as mulheres vivem sete anos a mais que os homens, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE). Por fim, tal diferença poderia ser reduzida se os homens estivessem livres do tabu acerca dos cuidados com a saúde.
Em suma, é de extrema relevância desconstruir o tabu acerca do cuidado masculino. Sob esse prisma, cuidado não deveria ser associado à fraqueza e à fragilidade, mas sim a um ato de preservação da vida. Destarte, para mitigar essa problemática, o Ministério da Saúde deve promover campanhas criativas e contra a masculinidade tóxica nos principais meios midiáticos: Instagram, Twitter, Facebook, canais de TV, etc. Isso pode ser materlializado por intermédio da contratação de profissionais de publicidade. Como resultado desse esforço, a expectativa de vida dos homens seria aumentada.