A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos

Enviada em 03/05/2024

No mês de conscientização sobre o diagnóstico precoce para o câncer de próstata, o Ministério da Saúde(MS) alerta que a saúde masculina como um todo merece atenção. Apesar do aumento da expectativa de vida entre 2000 e 2018 os homens ainda vivem 7,1 anos a menos que as mulheres. Isso demonstra uma negligência masculina com a própria saúde, assim há um tabu entre os homens relacionados a medo.

Segundo informações da Secretaria de Informação Primária à Saúde, 34% dos homens brasileiros que estão na faixa etária dos 20 a 59 anos não estão cadastrados nos serviços de Atenção Primária à Saúde(APS), fazendo menos uso desses serviços e realizando menos ações preventivas e de promoção a saúde em comparação as mulheres. Entre as doenças crônicas não transmissíveis que mais acometem os homens estão as cardiovasculares.

Dessa forma, em 2018, os homens apresentavam maior risco de morte por doenças crônicas que as mulheres, além das enfermidades respiratórias crônicas, com 40% e 50% mais risco respectivamente, conforme o Fiocruz. De acordo com os dados da Vigilância e Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico(Vigitel), esses riscos podem ser agravados entre os homens que fazem uso de álcool, possuem dieta e estilo de vida pouco saudável.

Destarte, para a prevenção adequada dos homens brasileiros, cabe ao MS alertar muito mais que o Novembro Azul e isso pode ser feito com uso de arrecadação de impostos visando acompanhamento médico e saúde masculina com o fito de a longevidade masculina se equipare ao das mulheres.