A necessidade de desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos
Enviada em 16/05/2024
No filme “A Bela e A Fera” o personagem Gaston, traz a narrativa ser uma figura com todos os estereótipos de um homem corajoso, forte e prepotente e que não necessita de apoio ou cuidado pessoal. Fora da ficção em comum com a realidade, muitos brasileiros sentem a necessidade de passar a mesma imagem que ele, pois não querem parecer fragilizados ou que estejam carentes de zelo. Diante dos fatos supracitados, cabe destacar a padronização social e falta de informações médicas.
É lícito postular, a princípio, que a sociedade contribui para a perpetuação desse problema. Dessa maneira, o documentário “O Silêncio dos Homens” tem o intuito de incentivar os seres masculinos a exporem seus sentimentos e desconstruir a imagem de isso ser um indivíduo sensível ou indefeso. Conforme a isso, é notório que a população cria essa ilustração e consequentemente, por medo dos julgamentos, esses varonis se preocupam em somente manter uma boa aparência e negar o que sentem.
Além disso, cabe salientar que a negligência a um bem estar de saúde dos seres opostos ao feminino, resulta em uma promotoria desse contratempo. Desse modo, a Rádio Agência divulgou dados que revelam que 62% do sexo masculino só vão ao hospital depois das dores se tornarem insuportáveis. Logo, nota se que esses cidadãos, têm a saúde afetada, pela ausência de conhecimento e de busca por uma melhoria no seu corpo físico, sendo resultado do tabu que impõem sobre eles terem o autocuidado.
Portanto, é necessário desconstruir bases desse problema. A princípio, a Internet deve engajar programas que tratam sobre a masculinidade frágil e como ela afeta a personalidade da grande maioria. Ademais, o Ministério da Educação – Órgão responsável pelo ensino aos jovens – deve adicionar aulas que remetem ao cuidado masculino, a fim de trazer uma segurança e conforto aos machos. Só assim, a conjuntura do longa será diminuída.