A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 14/09/2025
Segundo relatório da pesquisa nacional de saúde 2019, 69,4 % dos homens passaram por consulta médica no ano de 2018, enquanto esse número é de 82,3% entre as mulheres. É visível que no Brasil a saúde masculina vem sendo deixada em segundo plano em virtude, principalmente, do preconceito envolvendo a necessidade de tratamento e uma idéia cultural de força masculina.
Com efeito, grande parte dos homens não vão à consultas de rotina por considerar isso algo inaceitável para o mundo masculino. Infelizmente, vários homens são ensinados desde a juventude que precisam ser “fortes” e que não podem mostrar qualquer sinal de vulnerabilidade. Por isso, ignoram qualquer sintoma nocivo nos seus corpos e não visitam médicos, por consideram que tal é uma declaração de fraqueza. No câncer, por exemplo, o diagnóstico precoce permite tratamento mais eficaz, com melhor qualidade de vida para o paciente e com menor custo para o sistema público de saúde.
Consequentemente, a falta de visitas causada pela noção errônea que é possível, simplesmente, ignorar as doenças causa várias lesões e mortes facilmente evitáveis.
Essa percepção de masculinidade também se estende às pessoas próximas aos homens que, pela mesma percepção, ignoram óbvios problemas de saúde sendo enfrentados por acharem que simplesmente irão passar. Portanto o Ministério da Educação deve divulgar campanha, por meio da imprensa, para normalizar a visita médica masculina. Ademais, o Ministério Público, órgão responsável pela administração das leis, reconta que negligência familiar é um crime. Mediante a isso, o Governo deve ser mobilizado para punir apropriadamente o crime de ignorar membro da família doente, e assim será possível cumprir a proposta da redação.