A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 22/04/2024
Em meados do século XX, o escritor Stefan Zweig escreveu a sua obra “Brasil, um país do futuro”, que logo se tornou uma espécie de lema para a nação verde-amarela. Entretanto, observa-se a negligência em relação à saúde masculina no território no país. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre os quais destacam a negligência governamental e também o contexto patriarcal da sociedade.
A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa a falta de procura masculina por cuidados de rotina. É notório pontuar, que a inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presente na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, os homens não procuram realizar controles e prevenções de saúde por terem uma noção recente de que é necessário acompanhar sua disposição física e mental com maior atenção. Nessa perspectiva, para completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.
Ademais, é fulcral apontar o contexto histórico brasileiro como outro fator contribuinte para a manutenção do problema. Posto isso, de acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), homens realizam seis vezes menos exames preventivos que as mulheres. Diante de tal exposto, fica evidente que as barreiras socioculturais impostas pela sociedade patriarcalista influenciam diretamente o comportamento social da população. Uma vez que ensinadas a serem o sexo frágil, as mulheres tendem o hábito de realizarem pela própria integridade e, por consequência, viverem mais que o sexo oposto, o qual pode sofrer com doenças diversas e achar que tal cuidado influência na sua imagem de patrono da família. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática social. Dessa forma, o Ministério da Educação – por intermédio da implementação do conhecimento acerca da saúde básica na grade escolar – de modo que formem-se adultos responsáveis com maior incidência preventiva.