A negligência em relação à saúde masculina no Brasil

Enviada em 23/04/2024

Aldous Huxley defende: “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada na negligência em relação a saúde masculina no Brasil, que na sociedade em que vivemos é aceitável deixar de lado e ignorar. Nesse cenário, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza no preconceito e na falta de informação.

Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso atentar para preconceito presente na questão. Assim, apenas 32% dos homens entre 40 e 70 anos fizeram o exame de toque retal, feito para avaliar doenças como o câncer de próstata, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Tal situação se justifica em cima do preconceito que gira em torno da relação entre o exame e a masculinidade dos pacientes que muitas vezes preferem negligenciar a própria saúde do que realizar um simples exame.

Em paralelo, a falta de informação ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Ademais, o Instituto Lado a Lado pela vida em 2020 lançou uma campanha chamada “Lave o dito cujo”, com cartazes nos metrôs, que foi retirada a pedido de um deputado por afrontar costumes da família segundo ele. Como resultado, muitos homens não sabem que apenas uma simples lavagem com água e sabão podem evitar um câncer. Assim a falta de informação além de prejudicar milhares de homens pelo país também se consolida como se consolida como uma das vilãs em relação a negligência da saúde masculina no Brasil.

Portanto, são necessárias medidas de mitigar essa problemática. Para isso, o Governo Federal, como instancia máxima de administração executiva, deve elaborar um plano de investimento e implementação, por meio de uma ação conjunta dos governadores com o presidente para implementar de forma nacional campanhas informativas sobre a saúde masculina e a quebra do preconceito, com cartazes nas cidades e palestras em escolas, faculdades e empresas. A fim de reverter a negligência em relação à saúde masculina no país. Tal ação pode ainda contar com o poder legislativo para elaborar leis que torne obrigatório o ensino básico de saúde e higiene masculina nas escolas públicas e privadas para pôr fim a falta de informação. E assim, os fatos finalmente deixarão de ser ignorados.