A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 23/04/2024
Em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Constituição Federal de 1988 (CF/88) prevê o direito à saúde e à educação. Entretanto, no Brasil, a saúde do homem é negligênciada, impedindo o cumprimento das diretrizes constitucionais. Desse modo, é substancial não só uma melhor atuação estatal, mas também a participação midiática na resolução dessa problemática.
Vale ressaltar, antes de tudo, que a filosofia contratualista de John Locke afirmava que o Estado é o responsável por garantir o bem-estar e a harmonia social. Contudo, o aparelho governamental é negligente e apático no que tange à saúde do homem, pois investe escassos recursos em educação, higiene e cuidado pessoal. Em consequência disso, observa-se o aumento no número mortes na população masculina, por falta de cuidado e de exames preventivos, entre as principaís causas de morte, está o câncer de próstata, doença tratável se descoberta em seus estágios iniciais.
Além disso, o pensador da Escola de Frankfurt, Theodor Adorno, retratou o meio comunicativo como uma “Indústria Cultural” capaz de produzir comportamentos nas pessoas do meio social. No entanto, as mídias agem em prol dos seus interesses, o que reflete o silenciamento sobre as doenças que atingem o sexo masculino. Dessa forma, a ausência de conhecimento e informação acerca do tema acarretam na perpetuação desses males.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, a mídia de massa deve criar um programa sobre saúde do homem, realizado por meio de entrevistas e debates com médicos especialistas na área, a fim de reverter o esquecimento que impera sobre a temática. Tal ação pode, ainda ser divulgada por influenciadores digitais, para que chegue a mais pessoas. Paralelamente a isso, o Governo Federal investirá em infraestrutura para atender a população que necessitar dos cuidados médicos, garantindo que os dizeres da Carta Magna sejam efetivados na prática.