A negligência em relação à saúde masculina no Brasil

Enviada em 25/04/2024

Hoje, no Brasil, muito se discute acerca da saúde masculina e a forma como é negligênciada das mais variadas formas. Dada a relevância da temática, convém aprofundar o debate evidenciando pontos como o machismo e a dinâmica econômica influenciam a conduta omissa dos homens com sua saúde.

Sob esse viés analítico, importa dizer que o machismo é o maior vilão quando se trata de saúde masculina. Isso porque seus princípios duvidosos demonizam todo e qualquer comportamento que coloque o homem como vúlneravel, incluindo cuidados de higiene e saúde preventiva. Como divulgado pela Sociedade Brasileira de Urologia, em 2022 foram registrados 1.933 casos de câncer peniano e 459 amputações. Tal cenário é reflexo do desleixo com a higiene pessoal provocada pela masculinidade frágil que associa higiene pessoal á um comportamento exclusivamente feminino.

Além disso, a dinâmica do mundo capitalista não deixa espaço para preocupações com a saúde. O frenesi pelo acúmulo de capital atropela e ofusca toda e qualquer preocupação com a saúde preventiva. Como consequência, muitos acabam ignorando sintomas cruciais e quando procuram ajuda, já não há muito o que se fazer.

É evidente, portanto, a necessidade de políticas públicas advindas do poder público, sobretudo, o Poder Executivo, para frear o cenário lamentável que assola os homens brasileiros. É dever do Ministério da Saúde o incentivo à saúde preventiva bem como ampliar o investimento em tratamentos relativos a enfermidades. Quanto ao combate a desinformação provocada pelos preconceitos machistas, é competência do Ministério da Educação educar e repudiar todo e qualquer estigmas com cuidados íntimos, o tabu deve ser combatido desde a educação de base com um forte incentivo e instrução na primeira infância e um pesado reforço em jovnsm adultos através da mídia.