A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 08/05/2024
A Constituição Federal de 1988 assegura o bem estar e a integridade a todos os cidadãos do país. No entanto, a efetivação desse princípio constitucional perdura longínqua, uma vez que o crescente aumento de doenças por negligência, em sua grande maioria na população masculina brasileira, surge como um complexo desafio a ser sanado. Com efeito, faz-se oportuno analisar a morosidade da máquina pública e o ínfimo engajamento coletivo como agravante do revés.
Nesse sentido, é inegável que o escasso interesse político em garantir a saúde dos homens brasileiros. Isso acontece, porque, como já postulado por Gilberto Dimenstein, em sua obra epistêmica “O Cidadão de Papel”, as normas presentes nos documentos nacionais nem sempre são efetivadas. Nesse ínterim, apesar da Constituição Brasileira vigente estabelecer o dever do Estado na garantia da saúde da população, esse princípio não é exercido, uma vez que as autoridades negligenciam o premente desenvolvimento de políticas públicas para a garantia da saúde dos homens brasileiros. Como consequência, há um aumento no número de doenças que atingem majoritariamente homens. Dessa forma, a inércia do Poder Público, infelizmente, inviabiliza a melhora na saúde pública masculina no Brasil.
Ademais, é nítido que os obstáculos em relação à garantia da saúde dos homens brasileiros ascendem devido a omissão do corpo civil. Acerca disso, José Saramago, em seu livro “Ensaio Sobre a Cegueira”, esmiúça a respeito da passividade do homem frente aos impasses da sociedade moderna. Sob esse viés, percebe-se que a negligência do homem em relação à sua própria saúde encontra um forte alicerce na estagnação social, posto que substancial parcela populacional abstêm-se de movimentos em prol da saúde masculina. Em decorrência disso, boa parte dos homens brasileiros continuam sem procurar ajuda médica necessária.
Infere-se, portanto, a necessidade de medidas que visem o incentivo ao cuidado da saúde dos homens no Brasil. Para isso, urge que o Poder Executivo - órgão responsável por efetivar leis no Brasil -, por meio de vultosos investimentos, efetive políticas públicas que garantam a saúde do homem, com o intuito de diminuir os casos de doenças relacionadas com a falta de cuidado com a saúde masculina. Além disso, cabe também a promoção de campanhas expondo essas mazelas a fim de educar o olhar individual. Assim, afastando o Brasil de um futuro antagônico à saúde do homem brasileiro.