A negligência em relação à saúde masculina no Brasil

Enviada em 29/05/2024

Analisando o cenário de sáude pública atual, têm-se como enfoque a negligência em relação à saúde masculina no Brasil. Inúmeras pesquisas científicas destacam a importância dos cuidados com higiêne e realização de exames frequentes. Entretanto, o estigma social acerca do cuidado masculino com seu próprio corpo e saúde, afetam a busca pelo cuidado preventivo. Junto a isso, a pobreza corrobora para o problema em pauta. Sendo assim, é de fundamental relevância, debater acerca da negligência em relação a saúde masculina no Brasil.

Em primeira análise, o recente apogeu do movimento intitulado"Red Pill", traz consigo um constructo do que é ser homem na sociedade. Esta comunidade, usa as redes sociais, para demonstrar como deve-se agir, afirmando sua sexualidade e força. O movimento postula que os cuidados com o corpo e saúde, estão restritos apenas a comunidade feminina. Isto impacta diretamente na saúde mental e física dos homens, dado que, a sua masculinade é posta a prova, se realizam atos de auto cuidado, incluindo higiêne e tratamento médico. Nesse contexto, o estigma da sociedade, reverbera a negligência em relação a saúde nesta Federação.

Em segunda análise, a pobreza, atenua o problema supracitado. Maslow, teórico da psicologia humanista, em meados dos anos 90, propôs a “Pirâmide de Maslow”.

De acordo com seus estudos, ele afirma que é impossível atingir pleno cuidado, sem primeiro, atender às necessidades fisiológicas. O Brasil ainda enfrenta problemáticas como insegurança alimentar e miséria, neste contexto, discutir saúde, segundo Maslow é ineficaz. Para ele, enquanto o indivíduo se ocupar em atender o básico necessário para sobrevivência como moradia e alimentação, a saúde e auto cuidado, não serão plenamente alcançados. Assim sendo, pode-se afirmar que a negação do cuidado com a saúde masculina há de continuar se problemas adjacentes, não forem resolvidas.

Portanto, visando erradicar a negligênicia do acesso à saúde masculina no Brasil, as Unidades Básicas de Saúde devem abrir rodas de conversa interdiciplinares,afim de mitigar os estigmas acerca do ideal de masculinidade. Ademais é imprescindível que, o presidente e os chefes de estado, criem políticas públicas visando erradicar a pobreza, para que o acesso a saúde não seja impedido por forças maiores.