A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 24/11/2024
Na obra audiovisual “Eu a patroa e as crianças” em um dos episódios, Michael, pai das crianças, está com dor no seu corpo, sua esposa o aconselha a ir ao médico, mas ele fica receoso de precisar fazer um exame de próstata. Para além da ficção, questões de negligência à saúde masculina também estão presentes na realidade, como na cultura brasileira em acreditar que o homem deve ser “durão”, porém, essa mentalidade prejudica constantemente a saúde do gênero masculino, o que pode ocasionar o aumento de vitimas de doenças.
Em primeiro âmbito, o pensamento de que o homem deve ser másculo foi enraizado em nossa cultura, de tal maneira, que dificultou a prevenção de doenças.
De acordo com A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) entre homens de 40 a 70 anos, apenas 32% fizeram o exame de toque retal. Sobre essa ótica, é notável que o preconceito de outra pessoa tocar em partes intimas ser um ato não masculino é dominante na sociedade, o que impede a ida em hospitais e a prevenção de doenças, levando ao aumento de doenças.
Ademais, com esse pensamento machista, o número de homens com doenças que poderiam ser evitadas com exames preventivos aumenta. Segundo o Ministério da Saúde, foi registrado 1.933 casos de câncer de pênis, um dos únicos cânceres que poderia ser evitado. Assim, é notável que com cuidados antecipados e exames de rotina, é possível driblar e cuidar de doenças que poderiam levar a óbito, porém o gênero masculino prioriza sua masculinidade ao invés da sua saúde.
Diante disso, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse, como palestras em escolas criadas pelo Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, para ensinar os futuros homens a cuidar da sua saúde e demonstrar, através de discursos de médicos masculinos, que com exames de toque não se perde a masculinidade. Dessa forma, é possível tornar o Brasil um país livre do preconceitos machistas em relação ao bem-estar dos homens.