A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 29/08/2024
A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema
jurídico brasileiro - assegura a todos o direito à saúde. Todavia, a negligência em relação à saúde masculina ameaça tal direito. Dessa forma, há de se analisar não só o preconceito por parte dos homens, mas também a falta de conhecimento como agravantes do problema.
A primeira vista, o preconceito do homem favorece a sua negligência. Nesse sentido, de acordo com o G1, cerca de 60% dos indivíduos masculinos se recusam a realizar uma consulta médica de rotina ou quando apresentam algum sintoma, pois muitos deles consideram que, ao ir ao médico, eles estarão de alguma forma ‘‘perdendo’’ a sua masculinidade . Sob essa lógica, evidencia-se, portanto, que os homens são intuitivamente influenciados pelos seus medos e preconceitos em relação à sua saúde própria. Assim, o preconceito masculino inviabiliza a saúde e coloca em risco a integridade física daqueles que o possuem.
Ademais, a falta de conhecimento sobre a saúde vai de encontro à sua negliglência. Nesse aspecto, estatíscas do G1 apontam que, em 2022, houveram no Brasil, 1933 casos de câncer de pênis e 459 amputações, cenário preocupante quando se trata da saúde masculina, principalmente considerando de uma doença que é evitável se previnido da maneira correta. Contudo, muitos homens não sabem como se autopreservar, como por exemplo o fato de que o homem deve fazer a limpeza diária do pênis, ao lavar a glânde com água e sabão duas vezes por dia além de fazer uso do preservativo. Dessa forma, a falta de conhecimento coloca em risco a saúde masculina.
Em suma, é necessário clarear a mente mas culina em relção à sua saúde. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde - orgão governamental responsável pela manutenção da saúde no país - em parceira com a mídia, criarem projetos e campanhas com a finalidade de ensinar a população masculinas sobre a higiene pessoal, além de incentivar estes a irem em consultas médicas periódicas. Para que assim, a negligência masculina seja desfeito e o direito a saúde seja prevalecido.