A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 11/10/2024
A negligência em relação à saúde masculina no Brasil é um problema de saúde pública que reflete aspectos culturais, educacionais e sociais que precisam ser urgentemente debatidos, Dados do Ministério da Saúde mostram que os homens brasileiros, em geral, vivem sete anos a menos do que as mulheres, em parte, devido à falta de cuidado preventivo,esse cenário é fruto de uma combinação de fatores culturais e estruturais, como a visão tradicional de masculinidade que desencoraja a busca por cuidados médicos em conjunto com a escassez de políticas públicas eficazes voltadas para esse público de risco.
Primeiramente, é importante destacar que a construção social da masculinidade no Brasil está associada a ideias de força e invulnerabilidade, muitos homens veem a busca por cuidados médicos como um sinal de fraqueza, o que os leva a evitar consultas de rotinas e exames preventivos. Entretanto, esse comportamento contribui para o diagnóstico tardio de doenças graves, como câncer de próstata e doenças cardiovasculares, que poderiam ser tratados de forma mais eficaz se descobertos precocemente, como consequência muitos evitam consultas de rotina e exames preventivos, acreditando que podem “resolver” seus problemas sozinhos.
Além disso, há uma escassez de políticas públicas voltadas especificamente para a saúde do homem, embora existam iniciativas como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), a falta de divulgação e de programas efetivos voltados à prevenção e ao cuidado integral dessa população limita o alcance dessas ações. Ademais, a precariedade do sistema de saúde, com a falta de profissionais e infraestrutura adequados, também desestimula os homens a buscarem atendimento, agravando o problema da participação médica e monitoramento de ações mais eficazes em tempo determinado proposto no calendário médico.
Em suma, a negligência com a saúde masculina no Brasil é um reflexo direto de questões culturais, como a construção social da masculinidade que valoriza a invulnerabilidade e desencoraja a busca por cuidados médicos, devido às faltas do fortalecimento político.No entanto, representar um fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde masculina, garantindo acesso a um atendimento específico para doenças cardiovasculares e problemas genitais.