A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 13/10/2024
Em um episódio da série “Brooklyn 99“ é retratado o preconceito de Jake, o protagonista, com sessões de terapia e cuidados com sua saúde no geral. Fora da ficção, esse cenário é plausível com a realidade do Brasil, onde o descuido com a saúde masculina é frequente. Nesse sentido, a falta de cuidado e machismo estrutural são empecilhos para combater esse descaso com a saúde masculina no Brasil. Dessa forma é necessário que mudanças ocorram.
Sob essa ótica, um fator relevante nessa luta é a falta de cuidado. Isso porque muitos homens deixam de praticar o autocuidado e por consequência desenvolvem diversos problemas pela negligência. Assim, essa prática tem se tornado mais comum, uma vez que, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, apenas 32% dos homens entre seus 40 e 70 anos realizaram exame preventivo para câncer de próstata, uma taxa extremamente baixa. Dessa forma é evidente que medidas sejam tomadas para combater o problema
Ademais, o machismo é outro obstáculo para combater o problema. Isso se deve pela ideia errônea de que se cuidar é um traço de fraqueza, o que faz com que muitos homens deixem de cuidar de sua saúde, tanto física quanto mental. Para ilustrar, nota-se a animação “BoJack Horseman”, na qual o protagonista teve suas emoções reprimidos durante sua criação abusiva e opta por se isolar ao invés de pedir ajuda em seus episódios depressivos. Apesar de ficcional, a obra retrata a realidade de muitos brasileiros, uma vez que, esse comportamento ainda é replicado por muitos homens que não buscam ajuda médica por acreditar que não é um sinal de masculinidade. Nesse sentido, é essencial que mudanças ocorram.
Portanto, para combater o problema, cabe ao Ministério da Saúde investir em campanhas de conscientização para enfrentar esse preconceito, visando aumentar o número de homens nos centros de saúde. As campanhas devem combater a ideia de que cuidar da saúde é um sinal de fragilidade e podem ser compartilhadas por meio de palestras nas escolas, além de propagandas nas ruas e redes sociais, apresentando, por exemplo, dados sobre a importância desses cuidados.