A negligência em relação à saúde masculina no Brasil

Enviada em 13/10/2024

O descuido dos homens em relação a própria saúde é um problema comum no Brasil, tendo em vista que, de acordo com o Ministério da Saúde, os homens, em média, vivem 7 anos a menos do que as mulheres. Como causas desse cenário, pode-se citar os preconceitos envolvendo a saúde masculina e as diferenças socioeconômicas entre os gêneros. Logo, é preciso ultrapassar esses desafios para reverter o quadro de negligência em relação à saude masculina no Brasil.

Em primeira análise, os estereótipos criados, inclusive pelos próprios homens, dificultam que esses tenham hábitos de saúde preventivos. Nesse sentido, o livro “Saúde do Homem: ações integradas na Atenção Básica” afirma que existe uma cultura predominante na sociedade falando como o homem não pode ser vulnerável, o que desestimula ele a ter cuidados com si próprio. Ademais, a ideia de que o exame de toque retal, usado para identificar o câncer de próstata, é prejudicial à masculinidade é um outro preconceito muito comum que impacta na saúde preventina masculina. Ou seja, esses preconceitos tão entranhados na sociedade brasileira precisam ser descontruídos em prol da saúde do homem.

Em segunda análise, as assimetrias entre homens e mulheres em aspectos financeiros e sociais são fundamentais para a continuidade desse cenário de negligência. Nesse contexto, o urologista Paulo Salustiano declara que os homens, por não possuírem um evento que inicie os cuidados preventivos, como é o caso da primeira menstruação das mulheres, acabam não sendo estimulados a realizarem um acompanhamento de saúde periódico. Além disso, o medo de descobrir uma possível doença também contribuí para esse quadro, pois os homens, em grande parte das vezes, são a base financeira familiar. Desse modo, observa-se a influência das diferenças entre os gêneros na saúde masculina.

Portanto, pode-se concluir que os preconceitos e as diferenças entre os genêros são os principais fatores para a negligência em relação à saude masculina. Então, o governo, na condição de garantidor da saúde universal, deve, por meio do Congresso Nacional, investir mais em campanhas de conscientização acerca da saúde masculina com o objetivo de descontruir os preconceitos sobre esse tema e reforçar a importância dos cuidados de saúde periódicos e preventivos do homem.