A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 14/10/2024
Embora exista diversos meios para a conscientização da população para o cuidado com a saúde, é preocupante o número de homens que não procuram os serviços médicos para prevenção de doenças. Isso porque, ainda há um grande preconceito em relação aos cuidados masculinos, fazendo com que grande parte dos homens já cheguem ao médico em estágio avançado da doença.
Sendo assim, a rejeição do assunto, quando se trata do cuidado masculino, tem causado grandes prejuízos aos homens. Como foi imposto sobre eles a imagem de alguém que deveria ser forte a toda tempo e não parecer frágil, a realização do exame de toque ou até mesmo o autoexame dos testículos pode trazer o receio de refletir uma “masculinidade frágil”. Portanto, há a necessidade de quebrar esse preconceito, mostrando aos homens como isso pode ser prejudicial a eles.
Devido a isso, quando a maioria dos homens decidem procurar um médico, sua doença já está bem desenvolvida. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Referência da Saúde do Homem apontou que 60% dos pacientes chegam ao especialista já com enfermidades em estágio avançado. Além disso, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que as mulheres tem maior expectativa de vida do que os homens, fator que se dá pela procura por atendimento médico sendo maior vindo das mulheres. Logo, esse assunto deve ser discutido pelo poder público e pela sociedade, levando a uma correção desse cenário.
Em síntese, observa-se uma grande negligência quanto a saúde masculina, sendo necessária a quebra do preconceito e um maior olhar para a saúde do homem. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com veículos de comunicação, transmitir informações à população masculina, indicando dados que comprovem a necessidade da ida ao médico e levando a assistência necessária até eles.