A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 14/10/2024
A saúde masculina no Brasil é um tema que, embora crítico, ainda recebe pouca atenção em comparação à saúde feminina, essa negligência se reflete em diversos aspectos, como é apresentado na obra “Bela e a Fera”, sendo o Gaston um personagem forte, musculoso, galanteador e que não demonstra sensibilidade, virando um símbolo de masculinidade tóxica. Assim, como a resistência cultural dos homens impedindo-os que busquem ajuda médica, a falta de políticas públicas específicas também colabora para o aumento do comprometimento à saúde dessa população.
Em primeira análise, de acordo com o site da Uol, menos de 40% dos homens com mais de 50 anos realizaram exames de próstata no estado de São Paulo em 2024, acarretando em um possível aumento do câncer na região, sendo uma das doenças que mais afetam os homens. Dessa forma, com a cultura do machismo, a comunidade masculina foi educada a nunca expressar vulnerabilidades e fraquezas, o que pode acarretar em problemas irreverssíveis à saúde.
Em segunda análise, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, os homens buscam 30% a menos ajuda médica, comparado com as mulheres, o que resulta em diagnósticos tardios. Sendo assim, um dos principais fatores que contribuem para tal negligência é a escassez de campanhas de conscientização, enquanto realizadas para a saúde da mulher, as iniciativas voltadas a esses temas são limitadas em relação a sociedade masculina.
Portanto, diante do que foi exposto, a negligência em relação à saúde masculina no Brasil é um tema pouco reconhecido do mundo contemporâneo, para isso, é essencial que o MS, setor responsável pela administração e manutenção da Saúde Pública do Brasil, realize campanhas em prol da saúde masculina, através das redes sociais e em ambientes profissionais, visibilizando a importância de acompanhamentos médicos e quebrando tabus referentes ao machismo estrutural, a fim de reduzir casos de mortalidade e aumentando a qualidade de vida.