A negligência em relação à saúde masculina no Brasil

Enviada em 14/10/2024

A Constituição Federal de 1988 garante a todo indivíduo o direito à saúde. Contudo, nota-se que o Brasil enfrenta problemas na garantia desse direito por parte de sua população masculina. Por certo, isso acontece por duas razões principais: os estigmas sociais em relação ao autocuidado dos homens e a negligência estatal.

Sob esse viés, é inegável a presença de estigmas sociais relacionados ao autocuidado da população masculina. Paralelamente a isso, no filme Garra de Ferro, um dos irmãos de Kevin Von Erich falece diante do descaso em relação aos sinais que denotam saúde mental e física instáveis. Fora da ficção, isso representa a realidade de grande parte dos homens brasileiros, que se negam a buscar auxílio profissional por pensarem ser um sinônimo de “fraqueza”. Assim, constitui-se um cenário preocupante.

Além disso, destaca-se a falta de políticas públicas para a saúde mental masculina. Nesse prisma, segundo dados da OMS, 78% dos suicídios em 2019 tiveram homens como vítimas. Esse fato evidencia um grande número de vítimas que sofrem com condições de saúde mental preocupantes, contrastando com o número insuficiente de políticas públicas no combate a essa problemática. Logo, faz-se necessário combater essa situação.

Portanto, conclui-se que é papel do Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, no dever de garantir a saúde dos homens brasileiros, investir em políticas públicas de saúde, de bem-estar e de combate aos estigmas sociais relacionados ao autocuidado masculino. Isso pode ser feito por meio de posts realizados pelos núcleos midiáticos que visam conscientizar a população masculina da importância de buscar auxílio profissional, bem como por meio de atendimentos disponíveis de forma online e presencial para dar suporte aos homens que sofrem com problemas de saúde. Dessa forma, o que promete a Constituição será realidade no Brasil.