A negligência em relação à saúde masculina no Brasil

Enviada em 15/10/2024

A saúde masculina no Brasil vem tendo seu declínio, segundo o Portal GovBR. Com questões de negligência relacionadas a preconceitos enraizados e ligados a um déficit de acessibilidade aos serviços de saúde. Os homens vêm ignorando sua própria saúde para não ferir sua masculinidade, conhecida como masculinidade tóxica, ao ponto que começa a trazer consequências, em vão de manter um status de “machão”.

O Brasil é um país estruturalmente machista desde suas raízes, como na legislação que tem forte desigualdade de gênero e desigualdades sociais favoráveis à homens. Com essa masculinidade tóxica, o autocuidado foi associado como uma prática feminina, causando vergonha junto a uma exclusividade de unidades específicas de saúde feminina, e não masculina. Como resultado, os homens negligenciam idas ao médico e evitam falar ou procurar informações sobre, levando também a falta de compartilhamento entre eles.

Visto que, existe essa dificuldade para encontrar acessos a unidades específicas masculinas, aumenta-se um déficit de doenças não tratadas, muitas podendo levar a morte. Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia em conjunto com o Ministério da Saúde, somente em 2022 o Brasil registrou 1.933 casos de câncer de pênis. E apesar de existir o novembro azul, uma campanha contra o câncer de próstata onde os postos do SUS oferecem gratuitamente exames e consultas médicas, o constrangimento e falta de conhecimento impede os homens de irem atrás de sua saúde.

Sob esse prisma, o Ministério da Saúde deve aumentar a divulgação de informações, como a campanha do novembro azul, para que alcance o maior número de homens possíveis sobre a importância dos exames médicos. O Estado precisa agir também, de modo que exija postos de saúde com as especialidades necessárias para atender os homens, e que entre em pauta a questão do machismo impedir um direito comum, que é o direito à saúde.