A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 17/10/2024
O Novembro Azul, mês de conscientização sobre o câncer de próstata, foi cria-do com o intúito de contribuir na orientação e, por conseguinte, no combate da do-ença. Entretanto, mesmo com as campanhas realizadas durante esse mês em espe-cial e ao longo do ano, a prevensão masculina ainda é muito estigmatizada e negli-genciada pelos próprios homens. Assim, visando uma melhora na saúde masculina em todo o Brasil é necessário combater a o preconceito masculino e a desenfor-mação sobre os cuidados médicos.
Nessa ótica, é necessário que os homens parem de estigmatizar os cuidados com a própria saúde. Como ocorre na série “Grey’s Anatomy”, na qual um homem chega ao hospital sentindo dores e descobre ser um câncer de próstata em estado avançado, que, de acordo com os médicos, seria descoberto mais cedo caso o paci-ente realizasse consultas rotineiramente, mas o homem tinha vergonha de realizar o exame de toque. Desse modo, como exemplificado na obra, é de suma importân-cia conscientizar os homens para que eles abandonem os preconceitos com o cui-dado da saúde, de modo que eles, tal qual as mulheres, criem o hábito de fazer os exames preventivos e de rotina desde a terna idade.
Ademais, a negligência relacionada a saúde masculina no Brasil é impulsionada pela desenformação e a propagação de “fake news”. Como ocorreu durante a pan-demia da Covid-19, cujo o tratamento, prevenção e vacinação foram dificultados pela disperção de notícias falsas, gerando dúvida e medo na população quanto aos processos médico. Logo, assim como aconteceu com o coronavírus, a saúde do ho-mem só deixará de ser um problema quando todos não estiverem com medo dos tratamentos e conscientes de quais são os cuidados a serem realizados.
Portando, cabe ao Ministério e as Secretarias de Saúde oferecerem palestras, em escolas, faculdades e empregos, sobre a importância da realização de exames rotineiros e das consequências que a negligência com a saúde pode causar. Essas palestras devem ser presididas por profissionais da área, como urologistas e onco-logistas, que trabalhem no SUS e que mostrem que esses exames são disponíveis no Sistema Único de Saúde. Desse modo, visa-se uma redução da desenformação e do preconceito com a saúde masculina e, logo, queda da negligência a essa