A negligência em relação à saúde masculina no Brasil

Enviada em 05/11/2024

A saúde masculina no Brasil é frequentemente negligenciada devido a deficiência de políticas públicas e a questões culturais. Isso se reflete em uma menor expectativa de vida dos homens, que em 2020 era de 73,1 anos de acordo com pesquisa do DATASUS, contra 80,5 das mulheres. Esses dados evidenciam a carência de cuidados médicos, agravada pelos tabus e pela escassez de informações sobre o tema.

Em primeira análise, um dos principais fatores para essa questão é o estigma social que associa a saúde à fragilidade. Tal correlação leva muitos homens a evitarem consultas e exames preventivos, como o de câncer de próstata, segundo Pesquisa realizada pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) 46% dos homens só vão ao médico quando sentem algum sintoma. Assim, esse comportamento corrobora com o diagnnóstico de doenças em um estado avançado, o qual poderia ter sido evitado em junto de um acompanhamento médico adequado.

Além disso, em contrapartida das campanhas amplamente conhecidas voltadas para a saúde da mulher, a saúde do homem não recebe a mesma atenção. Essa questão reflete na ampla ênfase do “Outubro Rosa” mês dedicado a de prevenção ao câncer de mama, enquanto iniciativas para os homens, como o “Novembro Azul”, ainda têm impacto limitado. Desse modo, essa invisibilidade é resultante da baixa divulgação governamental, expondo assim o descaso do país em relação ao assunto.

Portanto, é crucial que o Ministerio da Saúde, orgão responsável por questões de saúde pública no país, desenvolva políticas eficazes para a conscientização sobre a saúde masculina por meio de campanhas de visibilidade para temas como a prevenção de câncer de próstata e cuidados gerais. Essas articulações teriam como objetivo principal reduzir o estigma social que impede os homens de buscarem ajuda médica, consequentemente levando-os a perceber a importância do autocuidado e da consulta regular a profissionais de saúde.