A negligência em relação à saúde masculina no Brasil

Enviada em 16/04/2025

Em 2019, a proporção de mulheres que buscaram um médico (82,3%) foi maior que os homens (69,4%), segundo dados do Programa Nacional de Saúde (PNS). Nesse sentido, é preocupante a situação dos homens na sociedade, pois predomina a negligência em relação à saúde masculina no Brasil. Diante disso, é importante abordar as causas dessa problemática, como o estigma social e o descaso do poder público, respectivamente.

Sob essa análise, o preconceito é um dos fatores no que tange a falta de cuidado com a saúde masculina. Isso ocorre porque a população possui o estigma de que a atenção e o autocuidado é especial do sexo feminino, e assim parte dos homens pouco se importa em procurar por serviços de saúde. Nessa perspectiva, segundo o filósofo Voltaire, " O preconceito é a opinião sem conhecimento". Desse modo, isso ressalta que as pessoas se baseiam em crenças e juízos de valor, sem entender profundamente a importância e a necessidade do acesso a serviços de saúde para prevenir casos de doenças. Assim, é preciso reverter essa situação.

Ademais, a ineficiência estatal contribui para a menor atenção em relação a saúde masculina no país, Tal fato se dá porque o poder público não investe em um sistema de saúde com qualidade, que possa dá assistência com mais facilidade aos homens. Nesse âmbito, o filósofo Thomas Hobbes diz que o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Dessa forma, a falta de uma cooperação efetiva, com dificuldades de acesso e um maior tempo de espera, faz com que as pessoas se desleixem com sua saúde. Logo, é vital agir sobre essa realidade.

Portanto, diante dos pontos apresentados, é necessário adotar medidas que venham combater a negligência em relação a saúde masculina no Brasil. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação, responsável por promover a qualidade do ensino, investir em educação da saúde. Isso deve ser feito por meio da adoção de palestras nas escolas, incentivando a importância da prevenção masculina, e abordando as consequências do preconceito em relação a isso, a fim de conscientizar o público sobre a saúde. Além disso, o Estado deve viabilizar um sistema de bem-estar de qualidade, por intermédio de uma maior rede de atendimento com excelência, para que o acesso seja mais atingível.