A negligência em relação à saúde masculina no Brasil
Enviada em 02/07/2025
Com o advento da tecnologia e de novas formas de aplicação da medicina a higiene e saúde têm se tornado um tema cada vez mais pautado e discutido. Contudo, a sociedade brasileira ainda enfrenta problemas com a negligência em relação à saúde masculina no Brasil. Nesse sentido, definem-se como vetores desse cenário o estigma sobre o autocuidado masculino e a falta de conhecimento sobre os impactos da falta de cuidado pessoal.
Primeiramente, é primordial salientar o papel do preconceito que gira em torno do cuidado masculino com a própria saúde na negligência de tal saúde. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), menos de 40% dos homens entre 40 e 70 anos fizeram o exame de toque retal, utilizado para avaliar doenças como o câncer de próstata. Dados como esse explicitam como o pensamento popular que associa cuidar de si a feminilidade afeta o pensamento individual de todos os homens da população. Dessa maneira, tornando-os vítimas de doenças graves e que podem até mesmo ser fatais, como o câncer de próstata.
Ademais, é de igual importância ressaltar os impactos da falta de acesso à informação sobre o ato de cuidar da saúde masculina. No ano de 2022, o Brasil registrou quase 2000 casos de câncer de pênis e 459 amputações. Esses alarmantes dados demonstram como a falta de informações sobre cuidados básicos como a higiene íntima pode gerar proporções muito maiores. Nessa mesma lógica, percebemos como essa função que deveria ser desempenhada pela mídia e pelo Ministério da Educação vem sendo cada vez mais negligenciada.
Em suma, conceitua-se como fundamental a mitigação dessa problemática e conclui-se que diversos fatores a acarretam. Desse modo, é essencial o intermédio do Ministério da Educação, órgão responsável pela fiscalização da educação, e da mídia brasileira a partir da criação e divulgação de projetos de conscientização da importância da higiene masculina utilizando-se dos meios digitais para uma divulgação mais rápida e eficaz com o intuito de tornar o acesso a esse conhecimento não mais um privilégio, mas sim um direito. Com isso, espera-se alcançar a atenuação dos impactos da negligência da saúde masculina.