A negligência em relação à saúde masculina no Brasil

Enviada em 30/07/2025

O poeta Carlos Drummond de Andrade metaforizou, em seu poema “No meio do caminho”, a ideia de que, durante a vida, os indivívuos encontrarão empecilhos a serem superados. Sob tal ângulo, percebe-se que a negligência em relação à saúde masculina no Brasil, configura-se como um obstáculo aos homens brasileiros. Nes-se sentido, cabe destacar que esse cenário ocorre em virtude da insuficiência legis-lativa e da falta de visibilidade do tema.

Em primeiro lugar, convém mencionar a ineficácia estatal referente à questão. Em relação a isso, o termo “Ausente contumaz”, elaborado por Washington Luís, norte-ia a negligência dos órgãos públicos, no que concerne assuntos relacionados a saú-de, como a negligência da saúde masculina. A título de exemplificação, nota-se que o Ministério da Saúde realiza a campanha do Novembro Azul para a prevenção do câncer de próstata, porém essa campanha acontece apenas uma vez ao ano, e a adversidade precisa ser tratada ao longo do ano. Tal descaso reflete em mulheres trans e travestis não se sentirem incluídas na campanha, e ocasiona em problemas de saúde nessa população também. Outro exemplo é a persistência do estigma masculino em ir no médico para exames de rotina e precisar de uma campanha pa-ra ensinar a higienização correta do pênis, o problema da saúde deve ser tratado nos âmbitos da conscientização sim, mas também dentro das escolas e em locais de baixas condições socieconômicas, que apresenta fator de risco, segundo o G1.

Ademais, é válido salientar a falta de visibilidade referente à temática. Consoante à ideia de Noam Chomsky, os veículos de comunicação possuem a capacidade de silenciar determinados assuntos. Dessa forma, é evidente que a problemática, uma vez que não abordada pela imprensa, torna-se um assunto pouco discutido no cor-po social. Desse modo, o não protagonismo da questão ajuda a perpetuar os im-pactos relacionados a ela como demonstrado no parágrafo anterior.

Portanto, o problema mostra-se como uma “pedra” a ser removida para a saúde dos brasileiros. Destarte, cabe ao Ministério da Saúde e o SUS, aliar-se aos canais de comunicação e ao Ministério da Educação e, por meio de políticas públicas, de-vem realizar a conscientização e ensinamentos já em sala de aula, sobre a impor-tância da saúde masculina, visando assim melhorar desde o início o imbróglio.