A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 03/10/2022

No filme “O Poderoso Chefinho”, é elaborada uma releitura da obra o “Poderoso Chefão”, todavia esse é protagonizado por um bebê. De maneira análoga, na modernidade, o amadurecimento precoce está cada vez mais normalizado e isto traz inúmeros malefícios para as crianças. Entre as causas dessa problemática vale salientar a erotização infantil e o uso prematuro das redes sociais. Desse modo, tal conjuntura é incabível e merece um olhar mais crítico a fim de sua dissolução.

Em primeira instância, cabe dissertar acerta da imensa carga de informações eróticas lançadas sobre as crianças na sociedade hodierna. Sob a perspectiva de Wittgenstein, os limites do mundo de um indivíduo são determinados pelo seu conhecimento. Dessa maneira, a intensa erotização infantil, por meio de músicas, filmes e roupas adultas estimula o amadurecimento precoce, que traz malefícios irreparáveis, como o aceleramento do processo mental e glandular. Sob esse prisma, é mister que a normalização desses processos seja freada, visto a nocividade para as crianças e, por conseguinte, para a sociedade.

Ainda, é válido avaliar como o uso prematuro das redes sociais amadurece erroneamente a população jovem. Conforme escrito por Adolf Hitler, em seu livro “Mein Kempf”, a propaganda é a arma com maior poder para transformação popular. Em outras palavras, as redes sociais são a mais poderosa ferramenta de distribuição da propaganda na atualidade, com intensa divulgação mercadorias fúteis e a venda de um padrão de beleza inatingível, e expor as crianças precomente a isso estimula a criação de uma sociedade consumista e acrítica, visto a alienação causada pelas redes sociais e seus influenciadores.

Depreende-se, portanto, a necessidade da adoção de medidas para mitigar a normalização do amadurecimento precoce. Para tanto, urge que o Ministério da Família - promulgador do bem-estar e dos direitos da família- promova campanhas para frear a inserção de crianças na rede antes da idade adequada, por meio das mídias de grande alcance, a fim de orientar os pais a acompanhar o que os filhos estão consumindo e limitar o acesso as informações, principalmente eróticas, com o fito de proteger os bebês, crianças e adolescentes do amadurecimento precoce. Assim, será possível frear a maleficidade da criação de “poderosos chefinhos”.