A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 06/10/2022

“O importante não é apenas viver, mas viver bem”. Se-gundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importân-cia que ultrapassa a própria existência. No Brasil, entretan-to, essa não é uma realidade para as crianças e adolescen-tes, haja visto que a população em questão sofre com a nor-malização do amadurecimento precoce e seus malefícios. Isso, tendo em vista a negligência estatal e o aceso irrestrito à internet.

A priori, a Lei Magna prevê, como garantia fundamental, que o Estado deve contribuir com o pleno desenvolvimento das crianças e adolescentes. Contudo, o próprio poder esta-tal, pela falta de políticas públicas para assegurar o amadu-recimento na idade correta, agride a legislação vigente. Isso porque, o Ministério da Educação (MEC) não promove cam-panhas educacionais, dentro das escolas, sobre os prejuízos desse revés. Desse modo, essa negligência governamental representa uma das causas do problema.

Observa-se, além disso, que o aceso não supervisionado às mídias digitais ocasiona o amadurecimento precoce. Isso, uma vez que aquele não possui filtros adequados quanto às classificações indicativas de seus conteúdos. Como conse-quência, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o efeito à população infanto-juvenil pode gerar o de-senvolvimento de transtornos psicossomáticos, como a an-siedade e até depressão, em alguns casos.

Cabe, portanto, ao Governo Federal, por meio do Minis-tério da Educação, a promoção de palestras nas escolas, a fim de alertar os pais sobre os prejuízos do amadurecimento precoce, bem como os perigos ocultos da internet e como ela pode afetar o desenvolvimento cognitivo de seu filho.