A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios
Enviada em 15/10/2022
O filme norte-americano “De Repente 30”, estreado nos anos 2000, trata da transformação de uma adolescente em uma mulher de 30 anos. Isso, em poucos segundos. Tal obra ficcional objetivou exibir os desafios de uma jovem ao se deparar com o mercado de trabalho e relações amorosas antes do tempo correto. Com isso, o longa fez uma crítica ao amadurecimento precoce de crianças e adolescentes e suas consequências. Tal avanço cognitivo é causado pela pressão da sociedade ao público juvenil, e o mau uso das redes socias.
Acerca disso, destaca-se que a sociedade sempre foi a percussora do amadurecimento da juventude por meio do mercado de trabalho, causando, assim, o elevado índice de ansiedade, e o reduzido aproveitamento da fase infanto-juvenil. Dessarte, segundo a História, a primeira revolução industrial, que trouxe consigo a indústria textil, utilizava a mão de obra infantil e juvenil para a produção de tecidos e operação de máquinas. Isso, com o intuito de baratear a força de trabalho e obter mais lucros. Em consequência disso, na atualidade, vê-se muito jovens preocupados com os seus lugares no mercado de trabalho e desfrutando menos as fases da vida.
Ademais, o uso incorreto das redes sociais, por meio da visualização de conteúdos não apropriados para determinada faixa etária, faz com que o espectador tenha uma avançada visão de mundo que não é recomendada ele ter em determinado momento da vida. Isso explica-se pelo artigo do blog “Bond” ao afirmar que a exposição preoce a informações de conteúdo adulto provoca uma irregularidade no avanço intelectual e físico da criança e adolescente. Os impotentes meios de filtro de informações com base na idade de usuários em plataformas digitais são uns dos motivos da problemática ser tão presente em nossa sociedade.
Portanto, para a minimização das questões sociais supracitadas, faz-se necessária a atuação de instituições educacionais, como escolas infantis e de ensino médio, em projetos de consientização, por meio de encontros entre alunos e profissionais. Isso, com o fim de promover diálogos acerca do melhor aproveitamento da fase juvenil e, por conseguinte, nossa sociedade poder oferecer conforto e saúde emocional a nossa juventude.