A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 06/10/2022

Segundo o educador Paulo Freire, a construção da maturidade e consciência moral promove a formação social do jovem. Entretanto, tal progresso no amadurecimento é erroneamente antecedido no país atual, haja vista a normalização do amadurecimento precoce. Logo, deve-se analisar os malefícios de tal problemática, em especial na saúde do indivíduo e na segurança pública.

Primeiramente, o trato comum do amadurecimento infantil afeta o bem-estar dos jovens. Nos EUA, a carteira de habilitação pode ser realizada a partir dos 16 anos e não apenas com 18 anos, como no Brasil, porém tal liberação influencia no alto índice de acidentes automobilísticos estadunidense. Nesse sentido, vê-se que a normatização de tal questão eleva os riscos à saúde física e mental dos jovens. Dessa forma, nota-se o crescimento dos desastres físicos dos pequenos, como ao dirigir, visto que ainda não possuem coordenação motora adequada para tal ação. Além disso, a saúde psíquica é afetada, já que, de acordo com o site “Bonde”, a pressão social exercida sobre os jovens para amadurecerem rapidamente acarreta várias questões neurológicas, como depressão, pois tal massa não possui maturidade emocional suficiente para lidar com as mudanças identitárias. Assim, vê-se que o conceito de Freire é violado.

Ademais, tal normalização impacta na segurança do povo. Consoante ao Senado, a participação política no Brasil pode ser acessada a partir dos 16 anos, porém, tal abertura à esse grupo ocasiona grandes riscos ao bem-estar público. Nesse contexto, nota-se que os ofícios impostos pela maioridade, como votar conscientemente, são cumpridos, na maioria das vezes, de forma inadequada pelas pequenos. Desse modo, tal amadurecimento afeta a escolha assertiva dos governantes, por exemplo, pois tais votantes ainda não possuem maturidade adequada para tais decisões. Com isso, urge-se remediar tal impasse.

Portanto, o Estado — mantenhador da ordem social — deve proteger a sociedade infantil, por meio de campanhas escolares que mostrem a relevância do respeito à menoridade e os impactos de tal amadurecimento precoce. Isso visa conservar a saúde dos jovens e engajar o desenvolvimento social e político seguro.