A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 10/10/2022

O Estatuto da Criança e do Adolescente, assegura com absoluta prioridade e efetivação, os direitos fundamentais das crianças. Sendo alguns deles o direto ao lazer, saúde, dignidade e respeito. Porém, com a normalização do amadurecimento infantil, tais direitos não têm sido respeitados. Essa realidade se deve pela ausência de monitoramento das crianças nas redes sociais e pelo excesso de cobranças realizadas na infância.

Com os avanços da tecnologia e o fácil acesso às redes sociais, como o Instagram e YouTube, monitorar os menores no uso das mídias sociais tornou-se indispensável. É comum ver nas redes, crianças sendo adultizadas, isto é, seguindo comportamentos que não condizem com a sua idade. O mais preocupante é o fácil acesso a conteúdos eróticos, pois é criança não possui senso crítico e maturidade para lidar com a situação. É de extrema importância os responsáveis monitorarem tal acesso. Pois os mesmos atuam como um filtro não permitindo que os menores consumam conteúdos impróprios para a sua idade.

Ademais, o excesso de exigências e responsabilidades cobradas a criança, é comum principalmente, nas famílias de classe baixa e média, onde alguns núcleos familiares não possuem condição de deixar seus filhos sob tutela de alguma escola ou creche. As crianças acabam sozinhas, tendo que cuidar dos irmãos e também da casa. Forçando-as amadurecer precocemente.

Sendo assim, medidas são necessárias para mudar tal realidade. As mídias em parceria com as instituições sociais deverão realizar campanhas para conscientizar os pais e responsáveis dos malefícios do amadurecimento precoce. O governo deverá disponibilizar vagas em creches e escolas para que os responsáveis tenham onde deixar seus tutelados enquanto fazem suas tarefas do cotidiano. Para que assim, as crianças e adolescentes tenham seus direitos ao lazer, saúde, dignidade e respeito atendidos.