A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios
Enviada em 08/10/2022
No documentário “Crescidinhos” da netflix retrata crianças que saem sozinhas nas ruas, instruídas pelos pais, para executar tarefas cotidianas. Apesar do documentário ter uma temática engraçada, os pequenos de dois a três anos não possuem maturidade suficiente para resolverem as tarefas. Entretanto, a sociedade tem incentivado nas crianças um amadurecimento precoce, gerando impactos negativos no seu desenvolvimento.
Nesse contexto, no período da infância era comum ver crianças interagindo umas com as outras, ao brincar pelas ruas, e explorando a natureza. Porém a falta de controle dos pais e a liberdade em excesso deixaram diversas crianças expostas a conteúdos não permitidos para sua faixa etária, antecipando a fase adulta. Tornou-se habitual ver menores de idade com diversas doenças como obesidade, depressão e ansiedade; além do baixo rendimento escolar.
Por outro lado, outras famílias priorizam apenas o desenvolvimento intelectual da criança na escola e ainda as colocam em atividades extras, após as aulas. Também, há uma cobrança excessiva no cumprimento das tarefas e exigência das melhores notas. Contudo, os seus responsáveis esquecem que são apenas crianças e precisam de momentos de lazer, descanso e interação em família. Então, o exercício da criatividade é prejudicado e as crianças perdem a sua infância e juventude com tantas responsabilidades.
Por fim, o amadurecimento deve acontecer gradualmente e com equilíbrio. Por isso, os progenitores devem propor atividades em família, apoiando a criança com propostas infantis que estimulem a criatividade e a imaginação. Bem como, os conteúdos disponibilizados para os jovens necessitam ser verificados e os limites da sua utilização controlados. Ademais, os pais precisam estimular o crescimento de forma contínua sem ultrapassar as etapas, auxiliando nas adversidades futuras.