A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios
Enviada em 16/10/2022
É sabido que durante a Revolução Industrial o trabalho infantil foi utilizado, submetendo as crianças independentemente de sua real capacidade cognitiva.
Atualmente, apesar de existirem diversas leis de proteção às crianças, é possivel observa-las sendo expostas à diversas situações que são prejudiciais a um desenvolvimento psicológico e físico saudável. Nesse sentido, é possível relacionar esse problema ao acesso não supervisionado das crianças à internet e à permissividade dos orgãos de proteção deste grupo.
Em primeira análise, observa-se o amadurecimento preococe influenciado pelo acesso não supervisionado à internet por crianças. Segundo os filósofos Theodor Adorno e Horkheimer a ciência instrumental pode ser perigosa pois trata-se do desenvolvimento tecnológico utilizado sem crítica. Nesse contexto, encaixam-se as crianças que utilizam a internet sem o senso crítico para filtrar informações inapropriadas para sua faixa etária. Logo, é evidente que isso pode gerar diversos problemas psicológicos e físicos caso não tenham supervisão.
Igualmente, a indiferença dos orgãos de proteção infantil contribui para que os responsáveis pelas crianças não sejam advertidos diante de condutas inadequadas. Conforme o Estatuto da Criança e Adolescente, as crianças devem ser protegidas de ameaças a sua saúde mental e corpórea. No entanto, na atualidade é comum observar crianças expostas a conteúdo adulto e a assumir responsabilidades além de sua capacidade cognitiva. Assim, infere-se que caso esse cenário de amadurecimento prematuro não seja revertido, haverão prejuizos inegociáveis para as crianças e adultos no futuro.
Em vista do assunto acima dissertado, medidas fazem-se necessárias. Nesse sentido, é plausível que fabricantes de tecnologias criem mecanismos de identificação de usuários mais precisos com o fíto de identificar crianças enquanto navegam na internet, e assim separar informações permitidas ou proibidas para a faixa etária em questão. Além disso, o Ministério Público Federal deve fiscalizar o cumprimento das leis de proteção infantil através de outras instituições como escolas e hospitais através de entrevistas, reunindo a criança e o responsável, com a finalidade de garantir o bem-estar infantil.