A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 17/10/2022

No seriado “Sex Education” da Netflix, é retratada uma escola na qual dois alunos decidem vender consultas de educação sexual para os demais alunos que notam o quão importante é aprender sobre a vida sexual. Entretanto, na realidade, esse assunto ainda é pautado como um enorme tabu. Portanto, torna-se premente analisar a causa e a consequência dessa problemática: as crianças ligadas à tecnologia e a vida sexual ativa precocemente.

Em princípio, é importante abordar o fato das crianças estarem muito relacionadas com celulares, tablets e computadores. Certamente, dentro da internet existem diversos conteúdos impróprios de fácil acesso, como músicas, sites, filmes e até mesmo desenhos com linguajar explícito. Exemplo disso é a série de animação “Big Mouth” que fala sobre amadurecimento de maneira inadequada e está sendo acusada de violar leis de pornografia infantil. Logo, as crianças que navegam livremente pelo espaço virtual sem nenhuma supervisão de responsáveis são cada vez mais familiarizadas com a erotização.

Por conseguinte, as crianças e jovens dão início à vida sexual de maneira adiantada sem os cuidados necessários. Em virtude disso, as chances de contrair ISTs e de engravidar na adolescência aumentam drasticamente. Segundo o projeto da UFMG, os casos de ISTs em adolescentes aumentaram 1,654% entre 2010 e 2020. E segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de gestação na adolescência no Brasil é de 400 mil casos por ano. Além disso, essa problemática gera outros problemas sociais como evasão escolar, que acomete quase 30% das mães adolescentes, de acordo com a Fundação Abrinq.

Portanto, é de suma importância combater este tema. As escolas, ambiente destinado ao ensino coletivo, devem, por meio de palestras e de contratação de um psicólogo sexual, ensinar e debater sobre questões sexuais, com a finalidade de preparar os jovens de forma correta a esse assunto, assim como na série “Sex Education”.