A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 09/11/2022

A teoria do Contrato Social, cunhada pelo filósofo Thomas Hobbes, afirma que o Estado deve garantir o bem-estar dos cidadãos. Todavia, a normalização do amadu-recimento precoce nocivo de crianças e adolescentes fere esse princípio. Isso ocor-re devido à exploração e à vulnerabilidade desse grupo social. Logo, é preciso de-bater essa conjuntura.

Sob esse viés, destaca-se a exploração na questão do amadurecimento precoce. Nessa ótica, tem-se como base a série “Anne With An E”, na qual a protagonista, en-quanto criança, fazia muitos trabalhos domésticos. Em suma, o seriado critica o excesso de responsabilidades em crianças, pois isso impõe uma maturidade impró-pria à idade delas, de modo a impedir que desfrutem da infância. Por conseguinte, essas pessoas ficam sujeitas a manifestarem problemas psicológicos, tais quais ansiedade, estresse e depressão.

Ademais, vale mencionar a vulnerabilidade infantojuvenil. Segundo o ECA (Estatu-to da Criança e do Adolescente), os indivíduos menores de idade são, em termos gerais, considerados vulneráveis. Esse fato é preocupante, visto que as crianças e os jovens são suscetíveis a aderirem a ideias indevidas, como conteúdos midiáticos erotizados, de maneira a iniciarem um amadurecimento precoce. Consequente-mente, esses sujeitos têm seus processos naturais de desenvolvimento físico e mental prejudicados.

Portanto, é necessário solucionar o cenário em pauta. Para tal, a fim de assegurar um ganho de maturidade apropriado aos cidadãos em formação, cabe à mídia, a exemplo da televisão e das redes sociais, conscientizar os pais sobre o amadureci-mento de seus filhos, mediante a realização de campanhas que alertem acerca da vulnerabilidade e dos malefícios da exploração infantojuvenil, de forma a não só combater problemas psíquicos, mas também estimular a vivência da infância e adolescência. Destarte, o Contrato Social será respeitado.