A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios
Enviada em 24/10/2022
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, os meios de comunicação, como os smartphones e as mídias sociais, passaram a integrar o cotidiano da sociedade. Contudo, em tais meios comunicacionais, há uma exposição excessiva de comportamentos e hábitos comuns à vida adulta, como o uso de maquiagem, por exemplo. Dessa forma, crianças e jovens absorvem tais comportamentos e amadurecem precocemente, o que é um problema. Assim, faz-se necessário avaliar os alicerces para mitigar esse impasse.
Nesse contexto, é importante destacar o conceito de Hipermodernidade de Lipovetsky, em que a sociedade é fascinada pelo luxo e o hiperconsumo. Nesse quadro, os jovens que estão expostos a esses costumes, tendem a buscar precocemente o mercado de trabalho como garantia de sua aceitação social em meio ao hiperconsumo. Como resultado, o exercício do pleno direito à liberdade é limitado, visto que o indivíduo é abdicado de atividades como os estudos, e o lazer de praticar esportes entre amigos.
Além disso, é válido notar os padrões de beleza impostos pela mídia como fator potencializador do amadurecimento precoce. Isso porque, desde cedo o corpo magro é introduzido em diversos âmbitos da sociedade, a citar, brinquedos, revistas e desenhos animados. No entanto, tal padrão foge da realidade de inúmeros jovens, o que corrobora para a busca incessante da redução de peso através de dietas restritivas, as quais aumentam a probabilidade do surgimento de transtornos alimentares como a anorexia. Para Hipócrates, o indivíduo saudável possui um estado mental e físico equilibrados, porém observa-se um desequilíbrio à medida que há uma imposição excessiva das mudanças comportamentais supracitadas em uma população incapaz de lidar.
Torna-se imperativo, então, alçar medidas para combater esse entrave. Para tanto, o Estado, por meio de verbas governamentais, deve implementar uma campanha elucidativa sobre os malefícios do amadurecimento precoce nas mídias sociais, e nas escolas com psicólogos e pedagogos competentes que abordem o tema com os responsáveis dos alunos em rodas de conversa. Afim de que a população conheça e se torne o agente modificador da problemática.