A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 19/10/2022

Sob essa perspectiva, é válido afirmar que a preocupante “adultização” infanto-

juvenil é impulsionada pelo abandono exercido por seu pais. A esse respeito, é factual que diversos cidadãos mirim, ao se encontrarem desamparados por aqueles que, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, deveriam sempre prestar apoio, buscam por soluções próprias, assumindo responsabilidades que não lhe são devidas, como o sustento da família. Sendo assim, o referido público será obrigado a amadurecer precocemente por culpa de seus progenitores. Por conseguinte, é iminente a necessidade de busca por soluções para tal panorama.

Outrossim, é correto dizer que o desenvolvimento prematuro de crianças e adolescentes tem como consequência direta a insatisfação na idade adulta. Sobre essa premissa, cabe-se explicitar que, conforme Sigmund Freud, pai da psicanálise, adversidades na infância terão reflexo negativo na vida adulta, como o sentimento de não ter aproveitado suficientemente a fase anterior. Desse modo, a privação dos prazeres próprios da infância, por conta da situação mencionada, trará frustrações futuramente. Logo, mostra-se imprescindível a procura por meios de solução da problemática em questão.

Em suma, o precoce desenvolvimento infantojuvenil é, verdadeiramente, preocupante e deve ser combatido tendo em vista seus efeitos e motores. Dessa maneira, deve haver punições mais severas para os pais negligentes. Ademais, o Estado, órgão que gere a nação, deve, por meio de programas de assistência, fornecer atendimento psicológico para as crianças e adolescentes afetados, a fim de que superem as dificuldades enfrentadas e se tornem adultos mais felizes. As crianças são o futuro do país; não se pode descuidar delas.