A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 24/10/2022

A normalização do amadurecimento de crianças, e até mesmo erotização, é um fato presente no dia a dia. É cotidiano ouvir falas como “essa ai vai dar trabalho”, “olha que bonitinha, já tem um namoradinho” ou até mesmo “meu filho é pegador” direcionadas a crianças de 3, 4, 5 anos. A naturalização desse amadurecimento precoce traz malefícios tanto físicos quanto psicologicos para a população infanto-juvenil.

O fato de meninas jovens, crianças ouvirem que seu corpo já é de mocinha, ou usar roupas ditas de adulto, acaba afetando até mesmo seu desenvolvimento físico. Segundo o site “o bonde” pesquisas realizadas na Europa e também no Brasil mostram que a idade média de primeira menstruação no século passado era entre 14 e 15 anos, atualmente, entre 10 e 11 anos. Esse fato evidencia como a normalização do amadurecimento precoce afeta até mesmo o físico de crianças.

Essa normalização já está enraizada na população mundial. Um exemplo disso, foi a menina de 10 anos que foi estuprada pelo tio e engravidou, no Espírito Santo. Não o bastante todo o trauma emocional, o hospital ainda negou o pedido de aborto e ela teve que viajar para outro estado para realizar o procedimento. O que leva um estabelecimento de saúde a negar o pedido de aborto, por estupro, a uma criança? Uma menina que devia estar brincando, assistindo desenhos, foi praticamente obrigada a ser mãe. Tudo porque o amadurecimento precoce foi normalizado.

Em suma, dado os problemas apresentados, fica claro a necessidade de uma intervenção. Por isso, o Ministério da Educação deve promover campanhas de conscientização para os pais e responsáveis, por meio das escolas públicas e particulares e de profissionais da área, essas campanhas devem informar sobre sinais de erotização infantil, programas que promovem essas atitudes, além de falas cotidianas que normalizam o amadurecimento precoce a fim de que todos os responsáveis estejam conscientes e crianças possam ser apenas, crianças.