A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 25/10/2022

A partir do século 19, a base econômica no Brasil era o café, produção na qual necessitava de grande contingente de trabalhadores para a realização de seu plantio e colheita, os quais muitas vezes eram feitos por crianças. Assim, é perceptível a normalização do amadurecimento precoce, visto que esses indivíduos são aclamados por exercer profissões cedo sem se quer saber o que é ter uma infância.

O livro “Capitães de Areia” do escritor brasileiro Jorge Amado relata a história de um grupo infantil que vive nas ruas. Por conseguinte, é descrito as dificuldades que estes sofreram, tendo que saber roubar, trabalhar, desde de cedo a fim de garantir sua sobrevivência. Além de mostrar em inúmeros capítulos relações sexuais que os adolescentes realizavam influenciadamente pelo o que escutam de adultos, de forma ingênua, porém imposta.

Não obstante, é representado grande quantidade em que situações sofridas pelos personagens devido a falta tanto de uma assistência estatal do governo quanto aos malefícios de uma vida sem infância. Dessa maneira, infelizmente, é um cenário que percorre até os dias de hoje, mas através de outros mecanismos, como a internet com o incentivo de uma vida erótica precoce, a informatização do trabalho, entre outros.

Nessa visão, é possível concluir que a escassez de importância desse tema se torne um comodismo entre os cidadãos. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, articulado com assistentes sociais, a inserção de uma lei que tem como objetivo a volta da ingenuidade dos adultos que tiveram seu tempo de criança roubado, através de uma residência dessa fase que foi perdida, por meio de uma análise médica com atestados fornecidos pelo governo, com a finalidade de se ter uma sociedade com melhor qualidade de vida e menores disparidades sociais.