A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 03/11/2022

Na atualidade, o número de pais e mães jovens tem crescido, assim como os ca-sos de crianças no mercado de trabalho. Essas são consequências do amadureci-mento precoce das crianças, que vem se tornado normalizado na sociedade brasi-leira.

Primeiramente, com o advento da tecnologia, muitas crianças passaram a utili-zar as redes sociais. Entretanto, o público infantojuvenil consome muito conteúdo que não é recomendado para a sua idade, o que faz com que essas crianças se sin-tam influenciadas a reproduzir o que veem. Desse modo, como nas redes sociais e-xiste muito conteúdo com apelo sexual, os jovens começam a hipersexualizar seus corpos e atitudes. Porém, essa realidade interfere no desenvolvimento da criança, já que ela se apega ao imediatismo da informação.

Além disso, mais da metade dos jovens brasileiros não concluíram o ensino bá-sico, segundo o portal de notícias da Globo. Assim sendo, a falta de incentivo ao es-tudo faz com que crianças sejam inseridas no mercado de trabalho, mesmo este sendo proibido legalmente. Essa realidade se tornou comum desde o século XVIII, com a Revolução Industrial, pois muitas crianças passaram a trabalhar nas fábricas. Entretanto, esse cenário faz com que jovens não desenvolvam senso crítico, pela falta do estudo, e tenham problemas como o estresse, pelo trabalho excessivo.

Ademais, as próprias famílias incentivam e normalizam essas atitudes, pois em um primeiro instante acham engraçado ou fofo, ou porque não possuem condições financeiras para manter seus filhos estudando. Porém, a longo prazo essa vivência pode causar diversos danos psiquícos, já que uma criança não tem seu cérebro su-ficientemente desenvolvido para lidar com tais situações.

Diante dos fatos apresentados, infere-se que é dever do Estado - haja visto ser provedor de políticas públicas - aderir a políticas catalisadoras para mudar esse ce-nário. Para isso, é importante que o Governo Federal crie mais políticas de incenti-vo aos os estudos, além de fiscalizar empresas e fábricas para impedir o trabalho infantil, e auxiliar financeiramente famílias de baixa renda. Além disso, é importan-te que a mídia fale mais sobre os malefícios do amadurecimento precoce para que os responsáveis pelas crianças não compactuem com tal realidade.