A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios
Enviada em 05/11/2022
A formalização do amadurecimento prematuro é um entrave na sociedade contemporânea brasileira. Embora avanços sejam notados, cabe reconhecê-los como insuficientes em face da necessidade de sustento familiar e ignorância sobre seus malefícios para o jovem. Logo, torna-se imprescindível discutir novas metodologias ativas, a fim de contornar o quadro de amadurecimento normativo na vida da criança.
Com efeito, é urgente o debate das questões econômicas no ambiente familiar. Sobre isso, durante o século XIX, a globalização segregou a população e propiciou o ingresso precoce dos indivíduos no mercado de trabalho, tanto para sua própria sobrevivência quanto para acompanhar as tendências de mercado. Sob essa ótica, o cidadão é forçado a desenvolver-se não por vontade própria, mas devido a falta de condições para sustentar a família. Desse modo, o jovem é levado a amadurecer prematuramente e considerado ato normal para a sociedade globalizada, em virtude das vigentes dificuldades financeiras.
Por conseguinte, é de fundamental importância o entendimento acerca dos prejuízos do amadurecimento precoce para o jovem. Nesse sentido, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) adverte sobre as práticas de inserir o jovem no mercado, alertando sobre a perda da infância, irregularidades no desenvolvimento infanto-juvenil e psicológico. Em face disso, é necessário tornar mais visível para a população sobre os malefícios citados no Estatuto, com intuito de preservar o amadurecimento salutar para a criança. Dessa maneira, publicar em redes de comunicação sobre essas pontualidades negativas é de suma importância para a integridade do jovem.
Portanto, urge uma mobilização atuante dos atores sociais diante da normatização do amadurecimento precoce. Para tanto, o governo federal - responsável pelos interesses públicos - deve promover o sustento necessário para as exigências familiares, por meio do fornecimento de auxílios básicos de sobrevivência, a fim de evitar o ingresso do jovem no mercado. Ademais, o governo necessita ampliar as fontes de divulgação sobre seus prejuízos, por meio de campanhas públicas, a fim de tornar a população ciente sobre seus malefícios.