A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 08/11/2022

O Estatuto da Criança e do Adolescente foi criado com a finalidade de proteger a infância dos brasileiros. Porém, a atual normalização do amadurecimento precoce ameaça esse ideal. Nesse sentido, o comprometimento da vivência infantil pode trazer consequências cognitivas para os pequenos e até facilitar ações criminosas.

Primordialmente, cabe apontar que, segundo a educadora parental Isabelli Gonçalves, a infância é o momento crucial para que aquele futuro adulto desenvolva suas habilidades intelectuais. Dessa forma, se a criança for incentivada a amadurecer muito depressa, poderá perder valiosas chances de se desenvolver mentalmente. Logo, seu aprendizado será prejudicado por esse fenômeno.

Por outro lado, esse cenário também é um prato cheio para a ação de pedófilos. Ou seja, o amadurecimento precoce favorece que muitas crianças usem a internet sem supervisão, e com a popularização de aplicativos de compartilhamento de vídeos, elas podem acabar expondo mídias de si mesmas online. Com isso, de acordo com a Revista Pais e Filhos, criminosos comercializam esses conteúdos com fins libidinosos.

Portanto, cabe ao Estado brasileiro conscientizar pais e educadores, por meio de publicidades e propagandas, a respeito dos malefícios acerca da adultização prematura. Além disso, é interessante que sejam estabelecidas penas menos brandas para crimes cibernéticos e contra a infância, para desestimular os atos criminosos. Sendo assim, o ECA poderá cumprir seu papel em garantir a dignidade infantil.