A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios

Enviada em 17/12/2022

Daniel Golleman, no livro “Inteligência Emocional”, retrata a importância da infância para o desenvolvimento intelectual e emocional dos indivíduos. Entretanto, na atualidade, nota-se que a normalização do amadurecimento precoce tem gerado graves consequências na vida dos jovens. Nesse cenário, é possível perceber não apenas o surgimento de problemas emocionais, mas também o comprometimento intelectual.

Nesse víes, convém destacar que a banalização do crescimento, na tenra idade, é responsável pelo surgimento de problemas emocionais. Conforme o pesquisador comportamental Daniel Golleman, na infância que é determinada as emoções e a forma como aquela pessoa reagira as adversidades da vida. Dessa forma, constata-se que os pequenos ainda não estão capacitados para suportar todas as pressões e compromissos do adiantamento cedo demais, como a inserção no mercado de trabalho. Assim sendo, à medida em que são pressionados, os jovens desenvolvem ansiedade e diversos problemas emocionais, os quais leverão para o resto da vida, uma vez que esse processo promove mudanças estruturais no cérebro.

Ademais, a banalização do avanço precoce também compromete o desenvolvimento mental. Para Sigmund Freud, criador da psicanálise, um indivíduo - ao ser inserido em um determinado meio - tende a suprimir as suas características particulares e imitar o grupo dominante. Desse modo, quando ocorre um amadurecimento precoce por imposição dos pais, a criança tende a “replicar” as atitudes, o que compromete a criatividade, raciocínio lógico e capacidade de resolução de problemas. Com isso, há o surgimento de uma parcela social incapaz de lidar com problemas.

Logo, são nítidos os problemas decorrentes da regularização do avanço na tenra idade. Dessarte, cabe à OMS (Organização Mundial da Saúde) a tarefa de alertar a população sobre as consequências dessa prática, por meio de propagandas nas redes sociais - haja vista o alto potencial de engajamento desse meio -, visando uma mudança de atitude por parte de alguns pais. Com essas medidas, diminuirá exponencialmente os casos de transtornos emocionais e a sociedade se tornará mais criativa como esperado por Golleman.