A normalização do amadurecimento precoce e seus malefícios
Enviada em 20/01/2023
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da normalização do amadurecimento precoce no Brasil. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: uma base educacional lacunar e o silenciamento.
A princípio, a base educacional lacunar caracteriza-se como um complexo dificultador. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange o amadurecimento precoce , percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ajam na resolução da questão.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o silenciamento. A filósofa brasileira Djamila Ribeiro defende que “É preciso retirar o silenciamento instaurado sobre uma questão para que soluções sejam promovidas”. Nesse sentido, percebe-se uma falta de debate em torno da normalização do amadurecimento precoce, que tem sido silenciado, prorrogando a resolução da problemática. Assim, urge retirar o silenciamento instaurado sobre essa questão para que soluções possam ser promovidas.
É necessário, portanto, que ações sejam desenvolvidas para a desnormalizar o amadurecimento precoce. Para que isso ocorra, o MEC devem desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar esse problema. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor para todos.